Proposta de mediação contratual da Ponte Salvador-Itaparica é aprovada pelo TCE
Foto: Divulgação
O Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) aprovou em sessão plenária, nesta terça-feira (11), aprovou por unanimidade a proposta de mediação dos impasses entre o Governo do Estado e a Concessionária Ponte Salvador-Itaparica para a elaboração em torno contrato para a construção da ponte.
A proposta, que atualiza o valor global do contrato de R$ 7 bilhões para R$ 10,42 bilhões, foi aprovada por unanimidade, após os votos favoráveis dos sete conselheiros do TCE.
O novo preço da ponte fica consideravelmente abaixo dos R$ 13 bilhões que estavam sendo pedidos pelo consórcio logo após o período pandêmico. Na avaliação da administração estadual, a redução do valor só foi possível graças à mediação do TCE.
Com a aprovação do acordo, o governo de Jerônimo Rodrigues (PT) pretende assinar, nas próximas semanas, o termo aditivo que permitirá o início das obras na Baía de Todos-os-Santos.
O voto do relator foi acompanhado pelos demais conselheiros Antônio Honorato, João Bonfim, Carolina Matos, Gildásio Penedo e Inaldo Araújo, dando sinal verde para que o governo da Bahia e o consórcio chinês deem mais um passo para a construção da Ponte Salvador-Itaparica.
Sessão do TCE
A sessão iniciou com a exposição da proposta e voto do relator e presidente do TCE-BA, conselheiro Marcus Presidio, que acatou o texto da Comissão de Consensualismo. Em ordem, votaram junto ao relator os conselheiros: Antônio Honorato, João Bonfim, Carolina Matos, Gildásio Penedo e Inaldo Araújo.
Presídio pontuou que o contrato necessitou ser revisto em função dos impactos da pandemia da covid-19 a partir de 2020.
“A radical alteração do cenário econômico, após a pandemia, afetou financeiramente o contrato, pois provocou o aumento extraordinário e significativo nos preços da construção civil e dos materiais siderúrgicos, da taxa básica de juros e, por consequência, do custo de oportunidades do capital investido”, disse.
Após as tratativas, o presidente do TCE-BA colocou as seguintes propostas
– Elevação do aporte público total para R$ 5,07 bilhões na data base de agosto de 2024
– Alteração na contraprestação anual para R$ 371 milhões nos primeiros dez anos de operação plena e de R$ 170 milhões no período seguinte
– Atualização do valor do contrato
– Extensão do cronograma de execução das obras de cinco para seis anos
– Redução do prazo de operação efetiva de 30 para 29 anos
Em sua fala, o Conselheiro João Bonfim destacou que a proposta visa garantir a flexibilidade e constante reavaliação do contrato em sua longevidade. “Todas essas soluções, visam promover o consensialismo, a eficiência e o pluralismo na solução dos termos controvertidos ma contratação examinada, sem deixar de atender à finalidade maior de uma contratação como essa, que é o desenvolvimento do estado e o bem-estar da população”.

Como saber se você foi um dos 140 mil mesários convocados pelo TRE-BA para as eleições deste ano
Polícia Civil apreende cerca de 10 mil porções de drogas em imóvel de Catu de Abrantes
Vacinação gratuita contra raiva para pets acontece neste sábado
Jovem é morto a tiros dentro de oficina na Região Metropolitana
Idosa de 64 anos é morta a tiros no interior do Bahia
Mulher fica ferida após parte de reboco de teto de supermercado cair sobre ela